Jun

23

Verde esperança

por Ricardo Cruz

Uma das coisas que se costuma dizer sobre Lisboa, é a de que tem poucos jardins e parques. Para quem conhece apenas as cidades portuguesas esta afirmação pode até ser relativa. Mas de facto não o é, e quem já teve a oportunidade de visitar Londres ou Paris entende melhor o porquê.

Entre muitas das coisas que gosto na cidade de Londres, está a quantidade parques públicos que os seus habitantes têm ao dispor. Mas esta quantidade prima também pela qualidade. Todos os parques que visitei até agora são extraordinariamente bem mantidos. Ocorre ocasionalmente em Portugal, encontrar um parque recente muito bonito e bem arranjado, mas por igual acaso se podem encontrar outros que se encontram num estado lastimável pedindo por intervenção urgente. Material como os bancos ou os baloiços para as crianças danificados, plantas a crescer desordenadamente e lixo a entupir sargetas, são infelizmente comuns pelos nossos parques.

Aqui tudo é diferente, grandes relvados aparados – não um monte de ervas variadas como costume – zonas de diversão e passeio demarcadas e um respeito pela propriedade colectiva que gostava também de ver em Portugal. E isto tudo não se explica com o facto de haver mais dinheiro para manter os parques. Na verdade, estou convencido, que não se trata de todo disso. Trata-se de uma gestão séria dos mesmos mas também de um civismo superior ao que estou habituado.

Existe um cuidado, notado por qualquer visitante estranho a esta realidade, na correcta sinalização dos vários espaços. Um simples exemplo pode demonstrar o que digo; a zona de baloiços para crianças estão sempre vedadas e à entrada das mesmas pode sempre encontrar-se o seguinte aviso; “No dogs allowed”. É com estes simples pormenores que se ganha pela diferença. Pensemos, não parece sensato deixar os cães de fora e evitar possíveis acidentes?

De resto o que o visitante pode encontrar são longos relvados e muitos bancos onde se pode ler um bom livro e relaxar. São oásis no meio da metrópole. Momentos para respirar a paz de que todos nós andamos tão necessitados. Muito comum são os lagos, sempre ocupados por uma população de patos e por vezes cisnes, que vale a pena observar.

Gostava de ver a câmara de Lisboa a esforçar-se para pelo menos nos oferecer um espaço destes. Sim porque não existe nem um, digno de comparação. Já é hora de abdicar de uns milhões em licenças de construção e oferecer à cidade um parque como todos merecem. E não Srs. da câmara, não me venham dizer, que bonito que é Monsanto, porque nessa já não caio.

E bom, aqui ficam duas fotografias do Hampstead Heath Park, um desses tantos bonitos parques de que vos falo.

(cliquem nas fotos para ver em tamanho origional)

2 Respostas para “Verde esperança”

  1. ZINC Diz:

    Oh meu amigo, até aprece k tas a falarde um pais civilizado…tas a falar de Portugal. Deitar lixo pro chão (ao lado do contentor do lixo), estragar equipamentos públicos (e depois dizer que foram uns “gandulos” e que a culpa é do Sócrates) é tão português como a unhaca grande pra coçar a virilha e limpar a cera do ouvido, ou as camisas abertas até ao umbigo a mostrar a pelugem(pra k não exista dúvidas kt à nossa ascendência símia) e o colar de plástico banhado a latão dourado com uma cruz de 3,5kg na ponta. É tão português kt fazer uma manifestação (só filmada pela TVI), a pedir uma passagem aérea sobre uma estrada recentemente aberta e que divide em 2, uma aldeia, e depois passar por baixo dela, atravessando a dita estrada( e se alguém for atropelado, a culpa continua a ser do Sócrates). Eu diria mesmo, que é tão português quanto ser benfiquista!!!
    Portuga k é portuga, não deita lixo no contentor! Isso é pra meninas… E viva o Benfica!

  2. ricardo.cruz Diz:

    E viva o Benfica pois! Eheheheheh

    Vamos acreditar que podemos mudar isso… (deixem-me sonhar)

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