Jul
15
Nem tudo são rosas
por Ricardo CruzEstou à 15 minutos para começar a escrever este post. Por um lado sinto-me estéril, por outro pouco confortável pelo facto de não escrever nada à mais de dez dias. Se os clientes já eram poucos, acho que estou a afastar os mais persistentes. E devido a esta falta de inspiração, não se admirem se este post destoar do que é suposto ser um blog de viagem. Estejam à vontade para abandonar a leitura no momento que acharem não valer a pena.
Vários amigos e conhecidos me disseram mais que uma vez, que admiravam a determinação e a coragem com que decidia abandonar Portugal e um emprego certo, pelo desconhecido num país estrangeiro. Apercebia-me que o meu entusiasmo fascinava, por vezes, alguns dos meus interlocutores que se sentiam impelidos a fazer o mesmo. Contudo, quando se toma uma decisão destas é necessário estar preparado para enfrentar os medos, as angústias e as dificuldades que inevitavelmente surgem.
Sentia, antes de vir, que esta seria uma das decisões mais importantes da minha vida, mas não ousava sequer sonhar a dimensão da mudança. A volta que a vida daria em tão pouco tempo. Descobri coisas sobre mim, e sobre outros que desconhecia.
Agora que o fiz, sinto-me melhor, e encorajo todos os que sentem o mesmo a fazê-lo. Mas estejam preparados e sejam fortes na hora de enfrentar as dificuldades. Mas nunca, nunca, desistam!!!
Não importa que o princípio seja amargo quando o final é doçe.
17 Julho, 2008 em 10:42 am
Hate to say I told you so, but… I told you so!
17 Julho, 2008 em 3:59 pm
=)
17 Julho, 2008 em 10:49 pm
Poucas palavras: as rosas têm espinhos. Estes espinhos, para além de picarem, são, no fundo, o que lhes dá vida…
25 Setembro, 2008 em 9:53 am
É verdade Ricardinho! Ainda relembro o dia em que conversamos uma última vez, antes da tua grande viagem, no café do núceo:)
Parece mesmo que foi ontem! Tens razão,nem tudo eram rosas nesse momento. A angústia de deixar o teu país para trás, para ires para outro à busca de tudo! Admiro mesmo isso em ti. Eu não sei se seria capaz…
Não deixo de lembrar também todas as dificuldades e descaídas que os primeiros tempos te causaram. Agradeço-e do fundo o facto de as teres partilhado comigo. Não sei se ajudei, se não o fiz acredita que tentei ao máximo!:)
Tenho saudades tuas! Vê lá se apareces por cá e nos vens visitar! Não te esqueças que os teus amigos não estão só na Guarda! :p
Beijinhos directamente da sala 0.9!
Ana*
25 Setembro, 2008 em 7:55 pm
Olá Aninha.
Obrigado pelo teu comentário. E não te preocupes, assim que puder faço-vos uma visita.