Jul

15

Nem tudo são rosas

por Ricardo Cruz

Estou à 15 minutos para começar a escrever este post. Por um lado sinto-me estéril, por outro pouco confortável pelo facto de não escrever nada à mais de dez dias. Se os clientes já eram poucos, acho que estou a afastar os mais persistentes. E devido a esta falta de inspiração, não se admirem se este post destoar do que é suposto ser um blog de viagem. Estejam à vontade para abandonar a leitura no momento que acharem não valer a pena.

Vários amigos e conhecidos me disseram mais que uma vez, que admiravam a determinação e a coragem com que decidia abandonar Portugal e um emprego certo, pelo desconhecido num país estrangeiro. Apercebia-me que o meu entusiasmo fascinava, por vezes, alguns dos meus interlocutores que se sentiam impelidos a fazer o mesmo. Contudo, quando se toma uma decisão destas é necessário estar preparado para enfrentar os medos, as angústias e as dificuldades que inevitavelmente surgem.

Sentia, antes de vir, que esta seria uma das decisões mais importantes da minha vida, mas não ousava sequer sonhar a dimensão da mudança. A volta que a vida daria em tão pouco tempo. Descobri coisas sobre mim, e sobre outros que desconhecia.

Agora que o fiz, sinto-me melhor, e encorajo todos os que sentem o mesmo a fazê-lo. Mas estejam preparados e sejam fortes na hora de enfrentar as dificuldades. Mas nunca, nunca, desistam!!!

Não importa que o princípio seja amargo quando o final é doçe.

5 Respostas para “Nem tudo são rosas”

  1. Carol Diz:

    Hate to say I told you so, but… I told you so! :)

  2. Ricardo Cruz Diz:

    =)

  3. Tânia Diz:

    Poucas palavras: as rosas têm espinhos. Estes espinhos, para além de picarem, são, no fundo, o que lhes dá vida…

  4. nokas Diz:

    É verdade Ricardinho! Ainda relembro o dia em que conversamos uma última vez, antes da tua grande viagem, no café do núceo:)
    Parece mesmo que foi ontem! Tens razão,nem tudo eram rosas nesse momento. A angústia de deixar o teu país para trás, para ires para outro à busca de tudo! Admiro mesmo isso em ti. Eu não sei se seria capaz…
    Não deixo de lembrar também todas as dificuldades e descaídas que os primeiros tempos te causaram. Agradeço-e do fundo o facto de as teres partilhado comigo. Não sei se ajudei, se não o fiz acredita que tentei ao máximo!:)
    Tenho saudades tuas! Vê lá se apareces por cá e nos vens visitar! Não te esqueças que os teus amigos não estão só na Guarda! :p
    Beijinhos directamente da sala 0.9! :)
    Ana*

  5. Ricardo Cruz Diz:

    Olá Aninha.

    Obrigado pelo teu comentário. E não te preocupes, assim que puder faço-vos uma visita.

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